Práticas de ensino e aprendizagem de língua inglesa com base na autonomia.

     Anthony (1963) nos forneceu importantes definições para os termos abordagem, método e técnica que nos ajudará a distinguir as diferenças entre eles. A abordagem reflete um modelo de ensino, uma teoria, sendo o mais amplo dos três termos. O método é por outro lado, um conjunto de procedimentos, um sistema de ensino de uma língua que pode ser compatível com uma ou duas abordagens. Métodos são mais específicos que abordagens, mas menos específicos do que técnicas. A técnica é a atividade e os recursos usados na sala de aula sendo o menos amplo dos três termos. Algumas técnicas são amplamente usadas e encontradas em muitos métodos (exemplo: repetição e imitação).

Acuidade, adequação e fluência.

        Podemos definir acuidade como sendo a habilidade de produzir língua que é correto em termos de sintaxe, vocabulário e pronúncia. Adequação se refere à habilidade de dizer o que é apropriado a cada situação e fluência se refere à facilidade de expressão. O ensino de pronúncia, gramática ou vocabulário é voltado para a acuidade. Já o ensino orientado por tópicos ou funções tende a enfatizar a adequação e a fluência. Habilidades de Comunicação Utilizadas na Língua Inglesa Oral Listening (compreensão auditiva) Speaking (fala) Escrita Reading (leitura) Writing (escrita)

          Atendendo às novas orientações do MEC para a formação do professor, iremos apresentar teorias e sugestões de atividades para atender aos interesses e desejos daqueles que sentem a necessidade de melhorar sua prática de ensino da língua inglesa. Daremos prioridade ao tema autonomia que, segundo o dicionário Aurélio, é a capacidade de governar-se a si mesmo.

Como esse conceito deve ser aplicado à sala de aula/língua estrangeira.

          Devemos lembrar que aprender uma língua não é apenas saber a gramática e o seu vocabulário. Entendemos que para “saber” uma outra língua é preciso utilizá-la adequadamente. O professor, dentro desse conceito, precisa trabalhar com os alunos o desenvolvimento das habilidades de cada um, permitindo-lhes entender o inglês que está no seu cotidiano através da internet, TV, rádio, lojas, shoppings, camisetas e comidas.

 

O aluno autônomo

        O aluno autônomo é aquele que utiliza de suas habilidades para tornar-se sujeito de seu processo de aprendizagem. Ele é capaz de assumir responsabilidade própria e possui um papel ativo nesse processo. O professor precisa ajudar o aluno a desenvolver a autonomia, mostrando a ele a importância de tomar iniciativas para desenvolver seus conhecimentos e habilidades. No processo de aprendizagem onde o foco é a autonomia, o aluno sofrerá mais exigências, ele trabalha mais e o professor é apenas um facilitador do processo. Seu conhecimento será através da realização de projetos e na aplicação do conhecimento adquirido. A autonomia deve ser promovida aos poucos pelos professores, já que o aluno está mais acostumado com salas de aula tradicionais. O professor não precisará ser solicitado o tempo todo, dentro e fora da sala de aula. Este processo deve ser inserido gradativamente na prática do ensino-aprendizagem.

A fala

          Uma sugestão importante para ensinar a falar uma língua estrangeira é promover a motivação dos alunos. É de fundamental importância preparar e promover atividades que despertem o interesse no aluno e faça com ele tenha vontade de participar da atividade proposta. Certamente, não se esquecendo das estruturas de cada língua como tempos verbais, vocabulário, preposições, artigos, etc., que nos oferece a oportunidade de falar o que desejamos. Devemos oferecer oportunidades ao aluno para empregarem a língua em estudo para se comunicarem e o contexto deve ser significativo para que o aluno possa incorporar a língua. Quando o aluno constata que está falando uma língua estrangeira sua autoestima aumenta e cada vez mais ele terá vontade de continuar praticando. Saber que é possível interagir com uma outra cultura é o reconhecimento de um aprendizado e a certeza de que grandes oportunidades estão chegando.

            Segundo Brown & Yule (1983), se o ouvinte pode entender o que o falante quis dizer, o mesmo teve sucesso na sua comunicação e pode então dispensar a correção. Como fazer para corrigir o aluno sem inibi-lo é uma grande preocupação no processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira. Sendo a produção oral uma atividade de alto risco, podemos considerar que os alunos nessa situação precisam de apoio e encorajamento. Uma interrupção para a correção pode torná- los relutantes em participar da atividade proposta e podem também causar um afastamento entre professores e alunos. Devemos lembrar que uma comunicação que foi bem sucedida em uma sala de aula, não significa que será comunicação bem sucedida fora dela.

            Uma importante atitude do professor em relação à correção de erros dos alunos é não interrompê-los no momento da produção oral, mas anotar os erros e posteriormente comentá-los sem identificar quem os cometeu.

Observando os alunos e seus erros

Problemas com acuidade:

· Interpretam e produzem mensagens com facilidade de acordo com a situação;

· Seus erros de gramática e pronúncia não prejudicam suas mensagens;

· Encontram menos dificuldade para interagir em uma cultura estrangeira.

Problemas com adequação:

 · Entendem e produzem língua com acuidade e fluência;

· Dizem coisas que não são adequadas à situação (formal x informal);

· Correm risco de desrespeito às regras internacionais de uma comunidade de fala

Problemas com fluência:

· Comportam-se de acordo com a situação, interpretando e produzindo língua com acuidade;

 · Demoram muito para se comunicar;

· Encontram obstáculos para o estabelecimento de relações sociais.

A Leitura

          A leitura é importante e está muito presente no nosso dia-a-dia. Sempre lemos com propósitos: para obtermos informações (jornais e revistas), operarmos máquinas e equipamentos (manuais de instrução), identificarmos componentes e prazos de validade (rótulos de produtos), interagirmos com as pessoas (e-mails, cartas, msn), inserirmos informações solicitadas (formulários), lazer e distração (romances, contos e poesias). A leitura é um processo de construção de significados e não uma mera transmissão de informação, visto que um mesmo texto pode ser interpretado de maneiras diferentes por diferentes leitores.

 

As estratégias de leitura mais conhecidas são: scanning e skimming.

Scanning: significa dar uma lida rápida; folhear um jornal, livro ou revista. Os objetivos são a organização e estruturação do texto. O leitor está procurando uma informação específica.

Example: She scanned the magazine for new types of dress.

Skimming: significa ler rapidamente ou superficialmente um jornal, livro ou revista. O objetivo é a exploração dos aspectos afetivos da interação entre escritor e leitor. O leitor está em busca do sentido geral do texto.

Example: They skimmed the book during his lunch.

Sugestões de estratégias que podemos utilizar nas aulas de leitura:

· Consultar o dicionário;

· Prever o conteúdo através do título ou ilustrações;

· Fazer uma leitura rápida e responder a algumas perguntas;

· Ensinar algumas palavras-chaves;

· Dar atividades pós-leitura como completar uma tabela de nomes;

· Fornecer um texto incompleto e pedir para fazer o final;

· Discutir tópicos do texto antes da leitura.

           Outro aspecto importante no ensino de uma língua estrangeira é o desenvolvimento da habilidade de escutar e entender o idioma em estudo. A compreensão auditiva não é uma habilidade isolada, os exercícios de “listening” – conversações, entrevistas, etc. – ensinam vocabulário, estimulam discussões e treinam os alunos para entender um discurso nativo. Para que o aluno possa compreender bem a atividade de “listening” é necessário repetir três vezes, no mínimo, o assunto em estudo.

Referências:

PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. Práticas de ensino e aprendizagem de inglês com foco na autonomia. Brasil: Faculdade de Letras da UFMG, 2005.

RICHARDS, Jack C. & RENANDYA, Willy A. Methodology in Language Teaching – An Anthology of Current Practice. USA: Cambridge University Press, 2002.

 LARSEN-FREEMAN, D. Techniques and principles in language teaching. Oxford: Oxford University Press, 1986.

 SWAN, Michael & WALTER, Catherine. The New Cambridge English Course: England. Cambridge University Press, 1994.

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