Internação compulsória no Tratamento de drogas

 A internação compulsória é o ato que fazer uso de meios legais para internar uma pessoa contra a sua vontade em hospitais, clínicas, ou centros de reabilitação. A internação compulsória de viciados em drogas é uma medida polêmica que gera constantes discussões entre familiares, a justiça e os especialistas da saúde nessa área.

O Ministério Público aponta qque os pacientes de internação involuntária somam hoje um número aproximado de 20 mil pessoas, somente no Estado de São Paulo, e a maioria dos casos está ligada a dependência química, contabilizando todas as faixas etárias. A lei obriga que quando a internação compulsória for empregada é obrigação da família avisar ao Ministério Público sobre o caso, mediante a apresentação de um laudo médico declarando a necessidade da internação assinado por um psiquiatra especializado. Entretanto, muitos psicólogos são contra essa medida, pois acreditam que ao ser internado involuntariamente o dependente químico se sente ameaçado e muitas vezes não cooperará para que o tratamento seja eficiente.

Ao ser internado sem seu consentimento o paciente, segundo psicólogos contrários à medida, podem até piorar seu quadro clínico. A polêmica sobre esse assunto está presente no cotidiano das pessoas que trabalham ou que convivem com pessoas dependentes químicas na família, apesar disso a medida de internação compulsória é considerada legal no Brasil, pois permite que parentes de sangue optem por ela.

Os Estados e municípios possuem clínicas de recuperação gratuitas, mas como o número de pacientes é grande a maioria das famílias opta por internar seus familiares em clínicas particulares, onde os tratamentos podem variar. Fazer uso da internação compulsória ancorado na lei é uma opção de necessidade imediata e complexa.

O assunto polêmico contradiz opiniões de especialistas em dependência química e os próprios familiares que ao se encontrarem nessa situação complicada não encontram saída para ajudar aquele familiar que necessita de tratamento. A lei dá respaldo aos parentes que optam pela medida, mas é importante ter consciência das consequências dessa escolha.

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