Como punir corretamente seu cachorro em casa

Desde que me decidi que deveria arrumar um cachorro para fazer companhia para as crianças, comecei a ler sobre o assunto e posso dizer que, depois de duas escolhas certeiras, que já consigo identificar algumas características importantes num cachorro ainda filhote. Algumas delas publiquei no blog de jogos de veterinária, pois estou certo de que aqueles que lá visitam o fazem porque gostam de animais. Além disso, percebi que muitas pessoas têm dificuldade em lidar com o cachorro quando ele chega em casa. Um dos problemas é qual o castigo que se deve dar quando eles fazem alguma arte.

É bom lembrar que educação significa instrução; uma violenta punição, porém, nunca ajuda a doutrinar.
Educar um cachorro é trabalho de inteligência. É influenciar metódica e pacientemente o animal; são esforços nos quais nem sempre se pode renunciar a meios rígidos. Mas é muito importante saber quando aplicar energia e quando omiti-la.

Mas o que fazem os donos de cães — na maioria dos casos — se estes cometem um deslize não permitido? Castigam-nos e os repreendem com palavras ásperas, em geral quando o descobrem, isto é, geralmente bem depois do ato condenável. Com esta atitude, quer dizer, com ameaças posteriores, consegue-se apenas intimidar o cachorro. Afinal, ele jamais sabe unir o castigo retardado com sua culpabilidade, e é justamente isto que muitos donos não querem entender. Mas é um ponto essencial do ensino.

Não posso deixar de mencionar aqui um fato que talvez nem todos os proprietários de cães conheçam: mesmo tendo se desenvolvido através dos tempos, até se tornar um fiel companheiro do homem, esse animal ainda guarda particularidades da época em que era selvagem. O cachorro sempre viveu em grupos e uma de suas características era a escolha de um líder da matilha, a quem todos os membros se subordinavam. É fácil observar esta particularidade significativa quando temos vários cães. Cada qual pretende conquistar para si o grau de chefe mas, uma vez estabelecida a hierarquia, os outros a obedecem voluntariamente.

Transpondo tal assertiva para nossas relações com o cachorro, agora “civilizado”, reparamos que até hoje este não abandonou o sentido de matilha. O cão não pode existir como individualista, como vive o gato, por exemplo; tem de se associar e não existe nenhuma dúvida de que ele considera a família humana não só pertencente ao seu grupo, mas também o líder deste.
Considere agora o seu cão sob este ângulo; então, deste ponto de vista resultam responsabilidades das quais você não pode eximir-se.

Como seu chefe, você deve mostrar vigor e justiça. Qualquer sinal de fraqueza, de condescendência, é interpretado pelo instinto do animal como seu próprio domínio sobre o comandante. Quantos cães existem sentindo-se realmente como soberanos de seus donos.. . Estes jamais tiveram coragem de afastar-se por muito tempo do seu lar (porque o cão não aguenta ficar sozinho), de tirar um osso de sua boca (porque ele rosna e morde), de insistir em fazer isto ou aquilo (porque ele pode levar a mal). Nestes casos, a autoridade é invertida.

Por isso, da mesma forma que não deve usar de violência, você não pode, por outro lado, mostrar moleza no seu procedimento em relação*ao cão. Na educação dele, os seus desejos devem ser ordens, não gritadas mas dadas com firmeza, esperando e atentando que sejam cumpridas escrupulosamente. Não convide o cachorro a executar um pedido seu com palavras meigas, talvez repetidas algumas vezes até que ele mostre vontade de obedecer; ao contrário: você precisa pôr na voz uma seriedade que não tolera oposição.

Com carícias e aplausos, que também não deve poupar, ou então com palavras de censura e desaprovadoras, faça o cão entender se agiu bem ou mal. Não xingue: uma ou duas palavras severas são suficientes para apontar-lhe o erro. Lembre-se sempre de que o cão deve executar todas as ordens por prazer e com alegria, e não por saber que apanha a cada falha.

Escolher um cachorro é uma tarefa bastante complexa e convém fazer isso com paciência para que não haja arrependimentos no futuro.

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