Qual a posição dos planos de saúde nas condições brasileiras?

A primeira pergunta a se fazer é: os Planos de Saúde se enquadram na SAÚDE BÁSICA, SAÚDE COMPLEMENTAR ou SAÚDE ELETIVA?

A saúde básica – Todo governo democrático é eleito pelo povo, recolhe tributos do povo e tem por obrigação devolver esses recursos em forma de serviços, com o objetivo de suprir as necessidades desse povo. Mas é óbvio que durante toda a história do Brasil isso sempre aconteceu de forma incipiente. Principalmente na saúde. Governante nenhum, quer seja federal, estadual ou municipal, conseguiu implantar um sistema de saúde completo e de qualidade ao povo brasileiro. Todos têm direito em ser atendidos em suas necessidades básicas de saúde, quer sejam preventivas ou corretivas. Mas, uma assistência médica que realmente resolva e com dignidade, não da forma precária em que nos encontramos, com pacientes esperando anos por um atendimento, sendo colocados no chão de corredores de hospitais, sofrendo total descaso por parte daqueles que são os responsáveis em prestar assistência aos cidadãos.

A saúde complementar – aqui entram os Planos de Saúde, que são pagos, atendendo à uma parcela pequena da população que tem condições de pagar, prestando uma assistência médica BÁSICA quando deveria ser ELETIVA. Na verdade, a maioria das pessoas que se associam a um plano de saúde no Brasil, o fazem em função do quadro de abandono em que se encontra a saúde pública. Sacrificam o seu orçamento doméstico por falta de alternativas condizentes.

A saúde eletiva – Essa seria a verdadeira saúde complementar, como acontece nos países sérios que priorizam a saúde de seus cidadãos. A saúde complementar tem que ser uma opção para aqueles que tem condições de arcar com um atendimento médico que lhes proporcionem padrão mais elevado, mais conforto, mais comodidade.

Não uma obrigação para quem necessita de uma saúde básica, sem condições de bancar uma saúde eletiva.

Concluindo, é desanimador ver que não existe uma perspectiva de melhora na saúde pública e uma ANS exigindo cada vez mais cobertura das Operadoras de Planos de Saúde para eventos que acontecem raríssimas vezes e nem são prioritários, o que ocasiona o aumento constante dos planos de saúde acima da inflação, penalizando essa população já tão sofrida.

Luiscorretor – Cemeru

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